Músicas Gaúchas 1

Edição e Pesquisa de Lenise Resende

 

Balaio
(Paixão Côrtes e Barbosa Lessa)
 


Balaio, meu bem, balaio, sinhá,
balaio do coração.
Moça que não tem balaio, sinhá,
bota a costura no chão.

 

(2 vezes)

 

Eu queria ser balaio
balaio eu queria sê,
para andar dependurado
na cintura de você.

 

(refrão - 2 vezes)


Eu queria ser balaio
na colheita da mandioca
para andar dependurado
na cintura da chinoca.

 

(refrão - 2 vezes)

 

Mandei fazer um balaio
Pra guardar meu algodão,
balaio saiu pequeno
Não quero balaio não.

Balaio, meu bem, balaio, sinhá,
balaio do coração.
Moça que não tem balaio, sinhá,
bota a costura no chão.

 

(Manual de Danças Gaúchas, de

Barbosa Lessa e Paixão Côrtes, 1956)

 

Pezinho
(Paixão Côrtes e Barbosa Lessa)

 

 

Ai bota aqui, ai bota ali, o teu pezinho,

o teu pezinho bem juntinho com o meu.
Ai bota aqui, ai bota ali, o teu pezinho
O teu pezinho, o teu pezinho ao pé do meu.
 

E depois não vá dizer
Que você já me esqueceu
E depois não vá dizer
Que você já me esqueceu

 

Ai bota aqui, ai bota ali, o teu pezinho,

o teu pezinho bem juntinho com o meu.
Ai bota aqui, ai bota ali, o teu pezinho
O teu pezinho, o teu pezinho ao pé do meu.

 

E no chegar desse teu corpo
Um abraço quero eu
E no chegar desse teu corpo
Um abraço quero eu

 

Ai bota aqui, ai bota ali, o teu pezinho,

o teu pezinho bem juntinho com o meu.
Ai bota aqui, ai bota ali, o teu pezinho
O teu pezinho, o teu pezinho ao pé do meu.

 

Agora que estamos juntinhos
Dá cá um abraço e um beijinho
Agora que estamos juntinhos
Dá cá um abraço e um beijinho.

 

(Manual de Danças Gaúchas, de

Barbosa Lessa e Paixão Côrtes, 1956)

O Anu
(Paixão Côrtes e Barbosa Lessa)
 

O Anu é pass'o preto, ai,
O Anu é pass'o preto, ai,
Passarinho de verão, ai!
Passarinho de verão, ai!

O Anu é pass'o preto, ai,
Quando canta a meia-noite,
Dá uma dor no coração, ai!
Dá uma dor no coração, ai!

Ai se tu, Anu, soubesse, ai,
Ai se tu, Anu, soubesse, ai,
Quanto custa um bem querer, ai!
Quanto custa um bem querer, ai!

Ai se tu, Anu, soubesse, ai,
Por certo não cantarias
Nas horas do amanhecer, ai
Nas horas do amanhecer, ai!
 
 
(Manual de Danças Gaúchas, de
Barbosa Lessa e Paixão Côrtes, 1956)
 
Meu  Cabelo
(Paixão Côrtes e Barbosa Lessa)
 

 

Muitas vez me dá uma raiva
de fazer certas asneiras
De rasgar a bandeirinha
da Marinha Brasileira. (bis)

 

Não sei o que tem meu cabelo
Com a goma não combina:
Quanto mais eu passo o pente
Mais meu cabelo se empina. (bis)

(refrão - 2 vezes)

 

Não sei o que tem meu cabelo
não combina com a banha
Quanto mais eu passo o pente
mais meu cabelo se assanha. (bis)

 

Muitas vez me dá uma raiva
de fazer certas asneiras
De rasgar a bandeirinha
da Marinha Brasileira (bis)

 

Nota - Música da dança pau-de-fitas

.

Rancheira de Carreirinha
(Barbosa Lessa)
 
 
Vem cá, vem cá,
minha linda gauchinha,
Pra nós "dançá"
rancheira de carreirinha (bis)

Nesta parte a dança é fácil
porque só se tem que rancheirar,
mas depois já se complica,
porisso eu vou lhe explicar:
leve um pé bem para o lado,
junte o outro pé e repita este passo;
dê depois a carreirinha
mas não vá "perdê" o compasso!

Um passo e outro...
E agora a carreirinha...
Pra o outro lado...
Esta parte é puladinha (bis)

Esta dança é muito fácil
só tem que cuidar a carreirinha
pois se o índio se descuida
pisa "os pé" da gauchinha.

E agora, minha gente,
vamos todo o mundo arrodear,
mas se alguém tiver vontade
que se prenda a sapatear!
 
Tatu
(Paixão Côrtes e Barbosa Lessa)

 com Inezita Barroso / midi 2
 
Eu vim pra contar a história
De um tatu que já morreu
Passando muito trabalho
Por este mundo de Deus.
(2 vezes)

Anda roda, o tatu é meu,
Voltinha-no-meio, o tatu é teu (bis)

O tatu é bicho manso
Nunca mordeu a ninguém:
Só deu uma dentadinha
Na perninha do meu bem.
(2 vezes)

Anda a roda, tatu-da-roça
Moça bonita da perna grossa. (bis)
 
O tatu foi encontrado
Pras bandas de São Sepé,
Muito triste, muito aflito
De freio na mão e a pé.

Anda a roda, tatu não cansa
O sapateado que é o bom da dança. (bis)
 
(Manual de Danças Gaúchas, de
Barbosa Lessa e Paixão Côrtes, 1956)
.
Quero-mana
(Paixão Côrtes e Barbosa Lessa)
 
 

Tão bela flor, Quero-Mana,
Quero-Mana lá de fora,
Foi um gaúcho que trouxe,
Na roseta das esporas, ai!

Minha terra, minha terra,
ela lá e eu aqui, ai,
Por muito bem que me tratem
Não esqueço onde eu nasci.

 

Tão bela flor, Quero-Mana,
Tão bela flor, é verdade,
Do que é ruim ninguém se lembra,
do que é bom se tem saudade, ai!

 

 

(Manual de Danças Gaúchas, de

Barbosa Lessa e Paixão Côrtes, 1956)

Quero-mana

(variante)

 

Tão bela flor, Quero-Mana,
Quero-Mana lá de fora,
Foi um gaúcho que trouxe,
Na roseta das esporas, ai!

 

Tão bela flor, Quero-Mana,
Tão bela flor, é verdade,
Do que é ruim ninguém se lembra,
Do que é bom se tem saudade, ai!

 

Tão bela flor, digo agora,
Tão bela flor, Quero-mana,
Quando eu ando neste fado,
A própria sombra me engana.

 

Cada vez que eu olho e vejo

Canoa no mar a vela

Me arrasa os olhos dágua
Me lembro da  minha terra.
.

 

Fontes: Midis de Músicas Gaúchas; Página do Gaúcho

 

 

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